Os recentes protestos e revoltas na região do Magreb, tiveram na Líbia uma grande importância e visibilidade internacional. O povo, vivendo em uma "fortuna" que julgou não satisfazer suas necessidades das básicas à sobrevivência até a política. Iniciaram-se prostestos disseminados e fomentados pela internet, que em pouco tempo tomou cidades e se espalhou pela Líbia.
Kadafi não assistiu a tudo sem reagir. Mostrando-se, nesse momento, um príncipe vistuoso, iniciou seu contra-golpe valendo-se de todos os meios necessários para manter a ordem. Sua ordem no poder. Instaura-se um estado de guerra civil, na qual "rebeldes" e o os grupos pro Kadafi lutam e tomam e perdem cidades.
Atualmente Muammar Khadafi, tenta se segurar no poder abusando da violência, em meio a protestos cada vez maiores, deserções de militares e renúncias de ministros e embaixadores. Sua ditadura está caindo aos pedaços, e seu ditador não consegue recolher seus destroços, por mais que lute, até mesmo empreendendo um ataque militar contra a população civil da Líbia, uma tentativa criminosa e desesperada de se perpetuar no poder.
O caso Kadafi perante a sociedade é conceituado como uma atrocidade, mas no sistema político ele foi deveras virtuoso. Soube usar a fortuna a seu favor.
ResponderExcluirEste caso me lembra Hegel ao dizer que o papel do Estado é diferente da Sociedade.
O Estado deve manter a coesão a qualquer custo. Ja a sociedade deve-se preocupar com seus assuntos economicos.
E Kadafi soube fazer isso.
Rebeca Franco de Abreu
Pode-se dizer mesmo que Kadafi teve muitas atitudes baseadas nas idéias de Maquiavel. Após este ápice de manifestações ocorridas na Líbia podemos analisar suas consequencias e as relações entre Kadafi e Nicolau Maquiavel.
ResponderExcluirSegundo Maquiavel, a ordem deve ser contruída para resolver o ciclo estabilidade-caos. A Líbia viveu um problema político, uma instabilidade entre dominante e dominados, e para manter a ordem, e resolucionar a instabilidade, Kadafi utilizou por vezes de uso excessivo de força na repressão das manifestações, com o pretexto maquiavélico de que os fins justificam os meios. Assim, para manter a ordem na Líbia, Kadafi cometeu uma amoralidade, o que era permitido por Maquiavel desde que tivesse algo positivo como finalidade.
Segundo Maquiavel, para estabelecer uma estabilidade interna que garanta a fortificação do Estado, é necessário que o príncipe realize uma ação virtuosa, e como pudemos ver, este não foi o caso de Kadafi, que através do uso da força só piorou as manifestações, fracassando em seus objetivos e mostrando não ter sido um príncipe virtuoso.
Fracassado, acaba a ditadura Kadafi na Líbia.
Gabriela Pádua
RA00067522
Ao usar da violência Muammar Khadafi segue o preceito maquiavélico, de que é melhor ser temido do que ser amado.
ResponderExcluirPriscila Petris
A Líbia não pode ser analisada somente utilizando maquiavel, ou qualquer outro autor clássico. O que temos hoje na Líbia, é uma aberração internacional. Enquanto escrevo este post, o povo Sírio é destruído pelo próprio governo, com excepcional crueldade.
ResponderExcluirO caso Líbio é muito sensível. O que temos, de fato, é uma guerra civil, como dito. O fato é: Até aonde vai a legitimidade internacional de intervir em um Estado em guerra civil, que sob o viés do direito internacional, não tem soberania (já que está em conflito pela mesma?). Bater em cachorro morto é fácil. Kadafi não aguenta nem a pressão das mancas potências coloniais (Reino Unido e França), que ao não terem a capacidade de antes, de intervir em países poderosos, agora testam seus aparatos militares em um país em guerra civil.
Mais importante é a consideração de quem é soberano após o fim do conflito. Uma soberania rebelde pode-se sustentar em um cenário aonde potências estrangeiras tiveram que impor sua vitória? Kadafi é um ditador maligno e terrível, mas a destruição da Líbia pelo ocidente pode ter um preço alto demais.
Estendidos demais, do Afeganistão ao Iraque, passando por um início de conflito geopolítico com a China, os EUA não podem se dar ao luxo de sair construindo Estados democráticos mundo afora, como fez nos anos da guerra fria e, devo diver, como a própria China vem fazendo hoje, seguindo os moldes soviéticos de política externa.
O preço pode ser alto demais, sem ninguém que possa arcar com tal quantia para o cenário internacional.
Minha opinião é que Kadafi deve sair do poder, mas não pelas mãos dos mesmos que o colocaram lá.
Analisando as atitudes de Kadafi percebe-se que o ditador, ao encontrar resistências à sua forma de governo no meio da sociedade, empregou o uso da força para tentar conter a população revoltada e fazê-la recuar. Tal atitude, porém, acabou gerando uma guerra civil entre o seu exército e os revoltosos líbios, que veio a resultar na recente expedição de um mandado de prisão internacional ao ditador, já que a comunidade internacional passou a influir no conflito em defesa dos revoltosos.
ResponderExcluirAnalisando tais atitudes de forma a relacioná-las com as ideias de Maquiavel, percebe-se que até certo ponto as ações de Kadafi são legitimadas por aquele, que diz, em sua obra “O Príncipe”, que o governante pode, e deve, realizar qualquer ação desde que essa venha a contribuir para a manutenção da ordem no Estado, já que o príncipe não está subordinado à mesma moral que o resto das pessoas. Sendo assim, o uso da força contra a população por parte de Kadafi seria uma atitude válida, sob a perspectiva maquiavélica, se tal medida viesse a garantir a manutenção da ordem.
Outra justificativa dada por Maquiavel ao emprego da força é a sua ideia de que o príncipe deve tentar ser temido e amado pelo povo, se possível; mas que, podendo escolher apenas um, deve preferir ser temido por ele, pois dessa forma pelo menos este o respeitará.
Maquiavel explicita que um governante virtuoso é aquele que toma as medidas corretas para controlar a fortuna e, desta forma, consegue realizar seu fim último, que é a manutenção da ordem no Estado. Conclui-se, então, que mesmo que Kadafi tenha realizado ações consideradas legítimas por Maquiavel, estas não o tornaram um príncipe virtuoso, já que ele não conseguiu manter a ordem dentro do Estado Líbio.
- Marina Rodrigues Lourenço; RA 00093119
Seguindo o preceito de Maquiavel de que "os fins justificam os meios", Kadafi agiu com extrema violência para com os que se manifestavam contra sua permanência no poder na Líbia e pode se justificar com a afirmação de que, para manter a ordem, tudo um "príncipe" deve fazer.
ResponderExcluirAlém de tal semelhança com as idéias do filósofo citado a cima, também a de escolher ser temido ao invés de amado por seus súditos.
Lendo o texto aqui publicado, realmente uma relação do ditador Kadafi pode ser feita com alguns dos muitos ideias maquiavélicos.
Luiza R. Hadley - RA00100652
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ResponderExcluirMaquiavel diz n' 'O Príncipe' que um príncipe 'deve encorajar os seus cidadãos a acreditar que podem exercitar suas atividades em calma, seja no comércio, na agricultura ou em qualquer outra'. Isso, como o texto acima diz, não foi feito por Kadafi, que deixou seus cidadãos tensos ao não satisfazer suas necessidades básicas. Kadafi não agiu para ser estimado. Sem estima, sua segurança no poder foi abalada. Tentou segurar-se ao trono pela violência - concordando com o texto, essa ação, para Maquiavel, foi virtuosa à medida que Kadafi soube usar seu lado animal na hora em que as leis (o lado humano) já não lhe garantiam o poder. Desse modo, virtuosamente, conforme Maquiavel o aconselharia, Kadafi se mantém no poder de parte da Líbia até hoje.
ResponderExcluirVitória Marques Lorente RA00093147
Fato o quanto este texto justifica o nome do blog de vocês! Rs...
ResponderExcluirAcredito que não só para mim, mas para qualquer um de nós, futuros internacionalistas, seja aceitável uma situação como esta. Apesar das atitudes que Kadafi realizou com legitimidade, de acordo com Maquiavél, viu-se o caos trazido pelo fracasso da ordem na Líbia. Um “principe” é livre para impor a sua força quando achar necessário e deve sempre escolher o melhor meio para ser respeitado. No entanto, em vista ao cenário global atual, é inevitável que nos esqueçamos da ordem e bem-estar que se pode ter a partir da democracia, como não é o caso. Assim, é evidente que suas ações corresponderiam com rigor aos princípios maquiavélicos e o quanto isso poderia, de alguma forma, restaurar a ordem. Todavia, com o esclarecimento de outros sistemas que viabilizam a liberdade e a valorização da vontade da maioria pela sociedade em questão, é muito difícil (senão impossível) que o modelo vigente perpetue-se com aceitação da própria população.
Fernanda Oliveira Leite
RA 00101171
Fica claro através da leitura do texto, que Kadafi, de fato, utiliza-se das complexas e relevantes ideias de Maquiavel sobre como tornar-se um líder virtuoso. Analisando o contexto do governo de Kadafi em âmbitos diferentes, fica claro que ele atinge os preceitos de Maquiável, porém, sofre retaliações da população, já que o esclarecimento e a liberdade são muito presentes nos dias de hoje, fazendo com que a população não queira se submeter a todos os preceitos de um governo, sem ter voz ativa.
ResponderExcluirNathália Passarelli Conde
RA 00100660
Muammar Khadafi consegue seguir os mandamentos de Maquiavel, e se torna um principe, de certo modo, exemplar. Ao mesmo tempo que seu governo esta em decadencia, ele permanece sobe seu dominio.
ResponderExcluirO uso desses meios, hoje considerados anti-eticos, conseguiram atingir o fim necessario e possibilitaram o principe domar seus suditos. Se nao pela paz, pelo terror, que para Maquiavel eh a melhor escolha de forma de governar.
Camila Pinheiro Rodrigues Agostinho
RA 00101174
P.S. Meu computador nao tem acento, perdao.
Ao passo que,de acordo com o princípio estabelecido por Maquiavel de que o príncipe deve ser mais temido do que amado,Kadhafi teria, agido de maneira virtuosa,é preciso lembrar que o autor também afirmou que o soberano não deveria ,entretanto,ser odiado.A dura repressão aos protestos ante sua ditadura,em que a população civil foi alvejada sem critério,foi chamariz de uma corrente social de hostilidade.Diante da intervenção internacional na Líbia,autorizada pela ONU,o ditador afirmou levianamente: " Se o mundo ficou louco,nós também ficamos".Despindo -se da moral abertamente,sendo que,segundo Maquiavel,mesmo que não a siga,o soberano deve incutí-la em seu rebanho,Kadhafi falha em demonstrar virtude diante da fortuna que se lhe apresenta,e vai contra o preceito do chanceler de Florença de que o príncipe deve parecer o mais piedoso possível,e sob nenhuma circunstância cruel.
ResponderExcluirA falta de virtù do ditador em certos momentos de seu regime também engatilhou fatores que contribuiriam para o conjuntura atual.No poder por mais de quatro décadas,o ditador falhou em estabelecer forte dependência entre si e a população,e em despertar o máximo de confiança.O autor também afirma que ,uma vez obtido,o poder deve ser mantido até o fim da vida do soberano.Mesmo diante de dúvidas sobre se Kadhafi estaria vivo,em maio, suas medidas diante do panorama conflituoso que se instaurou em seu território o condenaram á morte enquanto soberano.
Rafaela Grizzo Ragazzi RA 00097749
Obs. Pedi para um amigo postar, pois minha conta não é aceita.
Maquiavel nao condena a força quando necessaria, mas prefere a astucia da raposa a violencia do leao,uma gradaçao nos meios a serem usados,que dependem da graviddae da situaçao e da possibilidade de os meios atingirem os fins colimados. maquiavel o consideraria um principe virtuoso se kadafi se torna-se imune as surpresas do acaso "a sabedoria"
ResponderExcluirtrechos de maquiavel bem e o mal
que a pureza das intençoes e capaz de todos os crimes,exatamente como as intençoes mais funestas sao capazes dos mais nobres atos...