sábado, 25 de junho de 2011

Uma Análise a partir dos argumentos de Foucault a respeito das diferentes formas de poderes que atuam na sociedade contemporânea:

Michel Foucault, para desenvolver seu pensamento a respeito do “Poder” na sociedade contemporânea parte da obra de Nietzsche, que analisa a vida como um processo pautado pela vontade de potência (ação e reação, expansão e retração). E é partindo desse pressuposto da vontade de poder de Nietzsche, que o filósofo cria seus conceitos.
Foucault analisa a sociedade contemporânea a partir de uma rede microfísica de poderes, que ultrapassa a simples conduta de que o poder esta contido no Estado soberano. Para ele, seria uma espécie de divisão de poderes contidos em diferentes instituições, ou seja, tanto a família, escola, o trabalho, a religião, moral possuem particularidades, portanto, contem seus próprios poderes. O que significa dizer que em cada instituição há certo sistema que define uma relação interna. Por exemplo, a religião fundamenta-se numa hierarquia em que há o devoto, que pode ser tanto um pagão, quanto aquele que prega os ensinamentos do soberano (Deus), assim seguindo uma conduta religiosa. Na família, têm-se os pais como superiores aos filhos, e acima deles os avôs, e por aí vai, ensinando-os a partir de uma conduta hereditária no caso. Já na escola seriam os professores que exercem seu poder sobre os alunos, que os respeitam, de modo que sua superioridade esta explicita na conduta escolar. No trabalho, o poder esta na relação entre o trabalhador, proletário e o dono, o qual sustenta seu poder, pois é ele quem dispõe o salário para seus funcionários. Todas essas instituições realizam sua sistemática através de um poder disciplinar, o qual se fundamenta na positividade, ou seja, em ordens específicas e elementares, são elas: Tempo (horas específicas); Espaço (geograficamente definida); Vigilância (observação e a ordem); Saber (aprender com a vigilância e aprimorar o exercício de poder).
Contudo, essa questão do poder no trabalho, para Foucault, é peculiar, pois no trabalho, forma-se o indivíduo manso, o qual é trabalhador e consumidor, e por essa razão, torna-se possível a legitimação da ordem capitalista. Molda-se no conceito de Nietzsche do Niilismo, um processo no qual os valores perdem seu valor, mas sem deixar de existir, e que se compõe em basicamente dois momentos particulares: o Desencantamento do Mundo, o qual ocorreu à desvalorização da moralidade religiosa como absoluta; o Desencantamento da Ciência, o qual ocorreu à desvalorização da ciência como absoluta. De modo que se destrói a sociedade disciplinar e cria-se a necessidade de outra forma de poder que organize a sociedade: o Biopoder, em que, como já foi retratado anteriormente, o indivíduo forma-se manso.
Portanto, forma-se um mundo dependente, controlado, o qual fomenta uma sociedade de controle, cujos trabalhadores passam a serem colaboradores, num ideal de cumplicidade entre o proletário e o dono, mascarando-se no exercício de cidadania, o qual elimina as possibilidades de contestação, fundamentando-se num abrangente de aceitação e subserviência por parte do submisso. De modo que o Estado se sustenta da cumplicidade com os micropoderes, num processo em que permite ao trabalhador o exercício de consumir, e, portanto se sentir presente e parte da sociedade, sociedade esta em que o individuo eleito é aquele que produz e consome.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma Avaliação sobre os impactos sociaisdo homem sobre o homem, segundo Marx

Na obra “O Capital” Marx deixa clara a seguinte proposição: um homem é incapaz de pensar a respeito de si mesmo e de sua condição enquanto trabalha. Isto é, a atividade mecânica impede o homem de produzir conhecimento. No contexto em que escreve, Marx refere-se a esta atividade mecânica como o trabalho dos operários nas grandes fábricas e corporações, que se tornava cada vez mais acentuado em questão de horas de serviço, constituindo assim uma clara exploração de um homem em relação a outro.
Nestas condições, homens incapazes de desfrutar de tempo livre, ficam cada vez mais distantes da consciência de seu papel na sociedade, a consciência de classes, afinal tempo é a verdadeira matéria prima do conhecimento, e este só é produzido no momento de ócio (Aristóteles). Cria-se a partir desta proposição uma negatividade em torno do trabalho de uma determinada classe: o proletariado. Negatividade no que diz respeito às condições e cargas horárias, e no fato de este constituir protagonista na distanciação do homem de produzir e obter o verdadeiro conhecimento de si mesmo.
Assim, dentro dessa questão, o homem não se dá conta dessa exploração, pois está alienado, ou encoberto por um sistema que mascara sua função, tornando aquilo que ele faz (o seu trabalho em excesso) em algo comum, que faz parte do próprio, portanto mecânico, portanto deixa de compreender que tudo é resultado da produção humana, pensa numa sociedade já pronta. Esse sistema alienador, Marx chama de Capitalismo, um sistema político-economico-social no qual se desenvolve a sociedade moderna num contexto pós-revolução industrial e perdura até os dias de hoje, de modo um pouco divergente, mas proporciona os mesmos resultados cíclicos. Consiste basicamente naquilo retratado anteriormente, em uma política que se baseia na competição comercial, devido o liberalismo econômico. O capitalismo gera concorrência entre os homens, e devido à concorrência torna o lucro mais difícil, pois a venda seria facilitada em escala, portanto em algum momento quebraria o sistema, pois haveria necessidade de um mercado consumidor, em déficit. Sendo papel do Estado à manutenção do capitalismo, pois ele recebe impostos da população para reger a ordem, porem permite que ela contenha minimamente condições de consumo, de satisfação mínima e ainda trabalhando, para manter o motor do capitalismo em funcionamento, resultando em uma sociedade não equivalente.

Esta ideia a respeito das causas da exploração com relação à consciência de classes vai dar base à defesa de Marx para a existência de um Estado Forte, que pudesse trazer aos homens esta consciência e libertá-los de sua condição de exploração.
Marx, então chega a um resultado de que a sociedade moderna se criou potente com a destituição do sujeito, que se desenvolveu num processo de racionalização, e a passagem da mercadoria (coisa) como o centro, por conseguinte os fetichismos da mercadoria, em que ela passa a ser uma necessidade, indo alem da própria função do produto inicialmente. Sendo na destituição do sistema atual (capitalismo), que ele se encontraria novamente potente, e é na instituição do comunismo como a postura política, ligada a classe operaria (a qual é a explorada), que se dará essa transição, ou como um termo do próprio autor “o movimento da História”.
Portanto pode-se analisar que a lógica capitalista para Marx, proporciona a alienação do homem, que se torna inativo e apenas peça produtora, pode ser considerada o impacto social ruim resultante do desenvolvimento do capitalismo. E só será alterado se houver a introdução deu um novo sistema, em que o Estado deixa de ser aquele que se preocupa na manutenção da exploração vigente, a qual privilegia parte da sociedade, muito pequena, mas passe a agir com firmeza e participação, que busque a equivalência comum, entretanto ele só existirá após a revolução proletária, pois essa seria resultado do desenvolvimento da consciência de classes que viabilizaria a mudança.                                                      

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A servidão voluntária

Reflita sobre a servidão voluntária. Para tanto, recupere o conceito de liberdade em Hobbes, Locke e/ ou Rosseau.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Líbia de Kadafi sob as ideias de Maquiavel

Os recentes protestos e revoltas na região do Magreb, tiveram na Líbia uma grande importância e visibilidade internacional. O povo, vivendo em uma "fortuna" que julgou não satisfazer suas necessidades das básicas à sobrevivência até a política. Iniciaram-se prostestos disseminados e fomentados pela internet, que em pouco tempo tomou cidades e se espalhou pela Líbia.
Kadafi não assistiu a tudo sem reagir. Mostrando-se, nesse momento, um príncipe vistuoso, iniciou seu contra-golpe valendo-se de todos os meios necessários para manter a ordem. Sua ordem no poder. Instaura-se um estado de guerra civil, na qual "rebeldes" e o os grupos pro Kadafi lutam e tomam e perdem cidades.
Atualmente Muammar Khadafi, tenta se segurar no poder abusando da violência, em meio a protestos cada vez maiores, deserções de militares e renúncias de ministros e embaixadores. Sua ditadura está caindo aos pedaços, e seu ditador não consegue recolher seus destroços, por mais que lute, até mesmo empreendendo um ataque militar contra a população civil da Líbia, uma tentativa criminosa e desesperada de se perpetuar no poder.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Para a política, o bem-comum, visto sob um primsma estereotipado vêm a ser a ordem, afinal sem a ordem não há estabilidade nos principais setores necessários para a sobrevivência das pessoas enquanto sociedade. Mas até que ponto o bem-comum é a ordem? É a partir desta questão que se faz necessario levar em consideração a forma pela qual um governo estabelece a ordem entre os indivíduos, a exemplo de regimes autoritátios em que a partir do momento em que se têm um considerável número de revoltas e manifestações "rebeldes", estas serão controladas e minimizadas por intervenções muitas vezes violentas por parte do Estado, que apesar de buscar a ordem, pode deixar de atender ao bem-comum frente a uma grande manifestação que abranja boa parte das pessoas dentro daquele regime. Portanto, o estabelecimento da ordem enquanto sendo o bem-comum é uma variável do contexto em que se encontra a necessidade de estabelecer-la, cujas variações giram em torno de fatores como por exemplo a magnetude em questão de número de pessoas que vão contra a suposta ordem que exista.

Guilherme Lorando Gomes da Silva RA: 00097331

quinta-feira, 17 de março de 2011

"Justa, verdadeiramente, é a guerra quando necessária, e piedosas as armas quando apenas nas armas repousa a esperança"
- Niccolò Machiavelli